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A análise de necessidades em cursos de inglês para fins específicos

Por Tânia Regina Peccinini De Chiaro*
Em nossa coluna do mês de maio falamos sobre como organizar o vocabulário que resulta de uma análise de necessidades feita para elaborar um curso de inglês para fins específicos (ESP).
Hoje vamos pensar mais detalhadamente a análise de necessidades em si  já que ela é uma das principais ferramentas de ESP, English for specific purposes.
Segundo Pauline Robinson, em seu livro ESP Today: A practitioner’s guide , 1991, “The student of ESP is usually studying to perform a role. The measure of success [..] is whether they can perform it convincingly.”
Ao elaborar um curso de inglês para fins específicos, o professor precisa, portanto, ter como prioridade as situações que os alunos enfrentarão em suas rotinas profissionais e para as quais deverão se preparar.  Às situações que exemplificam o papel profissional que seu aluno vai ter de desempenhar chamaremos de situações-alvo. 
Para identificar as situações-alvo sugiro a pergunta PARA QUÊ. Para quê este aluno ou grupo de alunos precisa aprender inglês? Se ele é um advogado suas demandas serão diferentes das de um controlador de voo, por exemplo. Ao responder essa pergunta, você identificará o principal objetivo de seu aluno.
Hutchinson e Waters, em English for Specific Purposes: A learning-centred approach, 1987, chamam essas necessidades de ‘language needs’ e as dividem em: necessidades, lacunas e desejos. 
As necessidades são as demandas desse papel que o aluno deve desempenhar. As lacunas são a diferença entre aquilo que o aluno já sabe e o que ele deve saber para desempenhar bem esse papel. E os desejos representam aquilo que, na percepção do aluno, ele deva saber ou aprender. Se você, professor, leva os desejos de seu aluno em conta, você certamente terá um aluno mais motivado.
Seu primeiro passo ao elaborar um curso de inglês para fins específicos é então descobrir essas informações e como você faz isso? Conversando com seu aluno. Elabore um questionário e explore os detalhes das informações que seu aluno lhe trouxer. Peça que ele lhe dê exemplos de interações profissionais reais, pergunte a ele o que já consegue fazer e em que momentos sente dificuldades ou a falta de alguma habilidade.  Todas essas informações serão muito valiosas não só para iniciar, você provavelmente sentirá necessidade de retomar essa conversa de tempos em tempos. Ao longo do curso, as necessidades podem mudar e você precisa estar sempre atualizado para que possa seguir na direção certa. 
Hutchinson e Waters também dizem que “language needs are not learning needs” e é sobre isso que conversaremos no próximo mês… Até lá!
Referencias bibliográficas
HUTCHINSON, T.; WATERS, A. English for Specific Purposes: A learning-centred approach. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.
ROBINSON, P. ESP Today: A Practitioner’s Guide. Hemel Hempstead: Prentice Hall, 1991.
Tânia Regina Peccinini De Chiaro é graduada em Letras pela FFLCH e mestre na área de linguagem e educação pela Faculdade de Educação, ambas da USP. Como diretora da Link English Projects, desenvolve projetos corporativos de capacitação profissional para o atendimento de clientes estrangeiros em inglês e cuida da capacitação de professores. Tânia é autora de Inglês para restaurantes e Inglês para hotelaria pela Disal Editora.
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