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A Realidade Da Sala de Aula: on a tightrope!

Por Elisabeth Prescher*


A cada dia, nas últimas décadas, mais e mais professores de escolas públicas ou privadas parecem caminhar por uma corda bamba: falhas na formação acadêmica, falta de comprometimento de diretores e pais quanto a princípios morais e éticos, quantidade de alunos em sala de aulas e, crescente indisciplina tornam nossos dias desgastantes e nosso futuro profissional duvidoso.

Em Inglês, como demonstrado em artigo anterior, a situação é agravada pela quantidade insuficiente do número de horas anuais que seriam necessárias a prática das habilidades básicas (ouvir, falar, ler e escrever).

Leia relatos impressionantes escritos por professores de vários cantos do pais.
(os relatos foram editados e os autores omitidos)


Algum lugar – os professores por aqui não dominam o Inglês. Conversação nem se fala. Necessitamos de ajuda.
Planaltina – Trabalho com alunos de 4ª série. Eles não têm o hábito de estudar, não se interessam pelas aulas, não trazem os materiais. A direção do colégio não ajuda. Não sei mais o que fazer.
Belém do Pará – em um dos colégios em que trabalho com o Ensino Médio, a maioria dos alunos não tem o mínimo conhecimento em inglês. Algumas salas têm 100 alunos, e a indisciplina é muito grande.
Campo Grande  Trabalho com uma turma de 4º ano e o problema da indisciplina está me assustando. Cada vez mais, os alunos chegam menos inseridos na questão dos limites .
Campinas – Em uma sala de 35 a 40 alunos apenas 2 ou 3 realmente querem alguma coisa. Você ainda corre o risco de ser insultado e agredido em sala.

Brasília O grande problema, na maioria das vezes é de responsabilidade da escola que não mapeia, logo no início, os alunos que apresentam problemas de comportamento para, junto com a família, tomar as medidas necessárias.
Chapada Diamantina   Estamos vivendo tempos difíceis, muitos pais perderam a autoridade sobre seus filhos, já não há limites em casa. Estamos recebendo na escola alunos rebeldes, violentos, agressivos e desinteressados. O professor não sabe se chora, se pede silêncio, ou pensa em desistir de tudo.
São Paulo  O diretor da escola me informou que o principal objetivo não era o conhecimento por parte dos alunos, mas sim a disciplina da sala.

Tucunduva   Não é fácil ser criança ou adolescente no mundo em que vivemos hoje. Sem estrutura social, familiar, religiosa, educacional, de saúde, etc. Vejo os jovens perdidos, sem um caminho ou exemplos para seguir.

São José dos Campos –as principais queixas dos professores são: falta de limite dos alunos, bagunça, tumulto, mau comportamento, desinteresse e desrespeito … os professores ficam desgastados.
BH  O pior hoje é você se deparar com esse tipo de problema no curso superior. Não existe o mínimo respei
to pelo professor. Os alunos conversam o tempo todo, fazem brincadeiras inoportunas e desrespeitosas, causam tumultos, atrapalham os poucos que querem aprender.

Os fatores que levaram a essa realidade preocupante são inúmeros. Precisaríamos de horas para discuti-los e talvez levemos anos para solucioná-los. Porém, temos um problema aqui e agora. Embora não haja soluções mágicas, muitos acreditam que é possível fazer algo.

Rio Grande do Sul  Ganhei uma 4ª série com 42 alunos com as mais diversas dificuldades. Conversei, criamos regras, códigos, vínculos! Cada dia vi a superação de meus alunos e o empenho para sermos a melhor turma da escola. Vi que olhar para os alunos como se fosse para nós mesmos funciona! Querer que o aluno se transforme em estátua viva, não existe!
  
São Paulo – Acredito que umas das estratégias para buscar resultados a médio e curto prazo, seria a união e a participação de nossos superiores, e orientadores pedagógicos. Devemos envolver e ter apoio dos pais; acredito que na maioria das vezes não sabem deste comportamento de seus filhos. 
Eu também acredito que sempre é possível fazer algo. Formulei um roteiro simples para que você melhore o andamento de sua aula e, quem sabe, isso interfira na disciplina.
Procure respostas para as seguintes perguntas: Quem? O Quê? Como?
Quem?
. Saiba quem é o seu aluno:  alunos de idades diferentes aprendem de forma diferente. O mesmo vale para diferentes níveis culturais. Se usar a mesma abordagem com todos, terá problemas.
. Ninguém gosta de se sentir ‘burro’: alunos indisciplinados, de forma geral, têm dificuldades com a matéria. Tumultuam a aula para não mostrar suas dificuldades e fraquezas.
. Identifique os “melhores” e “piores” em disciplina e conteúdo. Aproxime-se, faça contato, incentive.
O Quê?
. Prepare –se para suas aulas. É preciso dominar o conteúdo de cada aula mesmo que sua formação não tenha sido das melhores. Os livros didáticos trazem informações para a execução das atividades. Utilize-as. Um aluno fareja um professor inseguro a léguas de distância.
Como?
O ‘como’ é uma das partes mais importantes do processo ensino-aprendizagem. É preciso trabalhar de forma diferente com crianças, adolescentes e adultos seja na apresentação de vocabulário, diálogos, textos ou gramática.  Procurarei formular dicas simples para cada nível. No próximo artigo abordarei “Ensinando Crianças”.

Um abraço,


Elisabeth Prescher – Graduada em Letras pela Universidade Mackenzie e pós graduada em Educação Infantil pela FMU. Possui certificados de proficiência em inglês pelas universidades de Michigan e Cambridge. É professora e autora  dos livros Verb Tenses in English, Pronouns in English, Jogos e Atividades para o Ensino de Inglês (ed.Disal). e co-autora de coleções para o ensino de inglês como: Ace (ed. Pearson), Fun Way, Our Way, Challenge, Sun, Simplified Grammar of English  etc (ed. Richmond).


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