Veja agora mesmo a nova edição #88 da Revista New Routes na íntegra!

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Wouldn’t you like to have a peaches and cream complexion?

 
·         Grim lines formed on her face, distorting what had been a peaches-and-cream complexion.
·         He studied the boy’s face — the peaches-and-cream complexion, quick to flush with emotion
·         Her peaches-and-cream skin radiates health.

Quem não gostaria de ter uma pele de pêssego como a dela, não? Bem, aqui vocês até podem encontrar algumas dicas: https://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2011/06/21/2634-7-passos-para-uma-pele-de-pessego
Assim, temos duas “colocações” distintas nas duas línguas para expressar o mesmo conceito.

Mas, em inglês, peach tem outros usos metafóricos. Os exemplos abaixo baseiam-se na textura da pele do pêssego:
·         Most of the women had shorn off their hair, keeping it peach-fuzz short or completely bald.
·          This year he has grown a peach-fuzz beard in an ill-fated attempt to look older. 
·         He was barely able to grow that peach-fuzz goatee on his baby face.


 
 

 E como se diria isso em português? No caso do bebê seria “penugem”. Já para barba e cavanhaque usamos muitas vezes “barba mal-feita” e “cavanhaque mal-feito”. Alguma outra sugestão?

Peach também pode se referir à cor do pêssego, como em português:

·         The setting sun was revealed by soft, muted peach tones on small swells in the water.    
·         Go for shades like apricot, peach, and rose — not beigy or tawny colors.
·         With its terra-cotta tiled floor, pale peach walls, and floral fabrics, the kitchen had a certain charm.
·         He reclined on it with a sigh and blinked up at a cluster of peach roses in full, audacious bloom.                                                            

 
Ou numa forma composta:

·         A single row of Talavera tiles ran along the peach-colored walls.
·         And suddenly there it was a way off, the flat-topped mountain, the peach-colored buildings of the center.
·         In London. Crossing the lobby of the hotel in a peach-colored dress. 

Como a fruta é considerada muito saborosa, também tem conotação positiva quando dizemos, por exemplo,
·         Mosey was a peach, right up until the trouble year came. 
·         She’s a peach, his father had said that night.
·         Dayton is a peach of a guy. 
Já em português talvez usemos “doce”: “é um doce de menina”, por exemplo.
O adjetivo peachy tem a mesma conotação:
·         When you button everything up and verify that it’s all working peachy, use some protectant and polish your fingerprints off the dashboard.
·         You don’t want to become a Pollyanna who overlooks problems and thinks everything is peachy even when it isn’t. 
·         Other than that, her life has been pretty peachy, and she smiles through the day unless she’s hungry or exhausted.
·         The new 20-dollar bill may be quite peachy, but the multibillion-dollar problem of counterfeiting definitely is not.
Aqui a tradução já fica mais complicada, não? Talvez possamos usar “mar-de-rosas” quando nos referimos a algo abstrato, por exemplo: “Minha vida nunca foi um mar-de-rosas”. Mas, para objetos teríamos de usar algo como “bem” (working peachy = “funcionando bem”) ou “bonita” (bill may be quite peachy = “a nota pode ser bem bonita”)

Até a sobremesa peaches-and-cream pode ser usada metaforicamente, sempre com o sentido de algo positivo:

·         My life wasn’t exactly peaches and cream.
·         Peaches and cream as a harmony cliche was history.
·         On the boardwalk in Atlantic City, life will be peaches and cream.
Aqui voltamos ao “mar-de-rosas” como tradução de peaches and cream.
Mas, voltando ao sabor da fruta, vejam como se diz “sabor pêssego”:
·         Sugar-free peach-flavored gelatin may be substituted.
·         I made my choice from the cooler quickly, Nehi peach-flavored pop, and opened the bottle using the opener built into the cooler.
·         It’s a thick, syrupy, peach-flavored drink.
Uma “colocação” que me chamou a atenção foi peach-and-blue. Pensei que se tratasse de uma combinação de cores, mas, para minha surpresa, era algo totalmente diferente. O blue era parte de blue cheese, o que me levou à receita de Peach-and-Blue-Cheese-Bites para quem quiser se aventurar…

Bom apetite!

Stella E. O. Tagnin: Professora Associada do Departamento de Letras Modernas, FFLCH, da USP. Embora aposentada, continua orientando em nível de pós-graduação nas áreas de Tradução, Terminologia, Ensino e Aprendizagem, sempre com base na Lingüística de Corpus. É coordenadora do Projeto CoM
ET.
e-mail: seotagni@usp.br

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